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A alimentação, o excesso de peso e a qualidade de vida dos cães

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publicado por: César Santos23 janeiro, 2019

A alimentação, o excesso de peso e a qualidade de vida dos cães

Uma investigação recente da Universidade de Liverpool e do Centro WALTHAM para Nutrição Animal da Mars Petcare, publicado no Journal of Veterinary Internal Medicine, revela que os cães com excesso de peso têm maior probabilidade de ter vidas mais curtas do que os que têm pesos corporais controlados. 
Este estudo foi realizado ao longo de duas décadas indica que a vida útil dos cães que estavam acima do peso tinham uma vida mais curta em cerca de dois anos e meio em comparação com os cães com peso ideal. O estudo examinou mais de 50.000 cães das 12 raças de cães mais populares. O efeito do excesso de peso foi observado em todas as raças, embora a magnitude do efeito tenha sido diferente, variando de cinco meses a menos para os pastores alemães machos até dois anos e seis meses a menos para os machos Yorkshire Terriers.
(Fonte: TVEuropa)


Apesar do carinho dos donos, há desconhecimento quanto à correta alimentação dos cães

Estima-se que cerca de 26% das famílias no Reino Unido, e 47,6% nos EUA, possuem um cão - seria interessante definir esta percentagem em Portugal. O que transparece é que mesmo com o carinho das pessoas para com os companheiros de quatro patas, há um desconhecimento quanto às implicações graves que o excesso de peso tem para a saúde canina. Além disso, é notório que a obesidade dos animais de estimação está em crescimento, com os números mais recentes estimando que um em cada três cães e gatos nos EUA tem peso excessivo.

Apesar do estudo não ter incidido nas razões que estão por trás da obesidade nos cães, pensa-se que radica em larga escala nos hábitos alimentares. De acordo com um outro estudo recente, da Better Cities For Pets, 54% dos donos de gatos e cães dão sempre ou frequentemente comida aos animais de estimação sempre que estes a pedem, e 22% dos donos de gatos e cachorros superalimentam o seu animal de estimação com a intenção de o manter feliz.
Alex German, coautor do estudo e professor de Medicina Animal na Universidade de Liverpool, referiu: “Os proprietários muitas vezes não sabem que seu cão está acima do peso, e muitos podem não perceber o impacto que pode ter sobre a saúde. O que eles podem não saber é que, se o seu animal de estimação é muito pesado, é mais provável que ele sofra de outros problemas, como doenças articulares, problemas respiratórios e certos tipos de cancro, além de ter uma pior qualidade de vida. Estes problemas de saúde e bem-estar podem impacto significativo no tempo de vida do animal.”

Ou seja, devido aos donos sobrealimentarem os animais, isso pode levar a doenças articulares, respiratórias, cancro - no fundo, a uma pior qualidade de vida, mesmo que se ofereça todo o afecto aos animais: “para muitos donos, dar comida, especialmente barras de petiscos que são saborosas, aos animais, é a maneira de demonstrarem que lhe têm afeição. Mas devem ter cuidado com o que dão de alimentação ao cão porque podem estar a prejudicá-lo ou a torná-lo menos saudável”, acrescentou o especialista.


Os donos não sabem alimentar os animais

Para Alex German é “preocupante, pois estima-se que apenas um em cada cinco donos de animais meça sempre a quantidade de comida que dá ao animal de estimação.”. Isto, surge a previsível conclusão que não sabemos alimentar os animais de estimação, havendo que modificar a atitude quanto à gestão do peso do animal, em especial em termos preventivos. Como se costuma dizer, a prevenção é melhor que uma cura e, para prevenir a obesidade, é preciso identificá-la cedo. Há algumas coisas simples que o dono do cão pode fazer para lhe garantir um peso saudável:

1) Falar com o veterinário sobre o peso ideal do seu cão – para se aconselhar sobre as quantidades de alimentação à medida do tempo de vida do animal;
2) Garantir que os animais se exercitam o suficiente – o que vai depender do tamanho e tipo de raça;
3) Pesar o cão regularmente – os pequenos aumentos de peso podem ter um grande impacto na saúde do animal;
e
4) Ignorar os restos de comida dos donos – nem toda comida humana é segura para animais de estimação e alguma pode até ser fatal.

Comida humana e comida para animais de estimação

Um dos pontos que pode definir uma mudança de atitude é considerar precisamente que a comida para humanos e para cães deve ser encarada de forma diferente. O que não significa que não possamos inclusivamente assumir que cozinhar para os nossos animais de estimação não é saudável, muito pelo contrário - a comida caseira elaborada de forma adequada para cães parece-nos uma forma de combater a obesidade e de prevenir os problemas de saúde pois trata-se de uma forma prática e activa de gestão alimentar relativamente aos animais que, no fundo, fazem parte da família.
Esta é uma das ideias-chave propostas numa obra que aborda toda esta temática - Comida Caseira para o meu Cão - uma forma de amar! de Diana Baptista Mendes


Sobre a obra
Tendo a autora constatado na sua formação e experiência enquanto Médica Veterinária uma grande dificuldade em recomendar a clientes e formandos um livro científico e fidedigno sobre alimentação natural e caseira para cães, o livro Comida Caseira para o meu Cão - uma forma de amar! surge dessa necessidade e pretende levar o leitor a aprofundar o tema da alimentação do seu animal de companhia.
Tem uma abordagem integrativa, entre a Medicina convencional e a Medicina Tradicional Chinesa, culminando em receitas adequadas a cada tipo de cão, bem como receitas específicas para algumas doenças de cães: insuficiência renal, diabetes, problemas hepáticos e alérgicos e obesidade.
No âmbito deste projeto sobre alimentação natural e caseira está em desenvolvimento um livro semelhante, mas dirigido à alimentação de gatos.
O livro conta com prefácio de Ruy de Carvalho e Paulo Mira Coelho.

Sobre a autora
Diana Baptista Mendes é Médica Veterinária desde 2011, formada pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, e sempre demonstrou um interesse especial pela medicina sustentável e natural. Já exerceu funções em vários centros de atendimento médico veterinário em Portugal, incluindo o Hospital Veterinário de São Bento, e fez parte de várias associações sem fins lucrativos e de projetos de medicina veterinária e sustentabilidade ambiental. Durante o mestrado integrado em Medicina Veterinária fez cinco estágios extracurriculares internacionais na área de Medicina de Animais Selvagens, nomeadamente no Brasil, em Porto Rico, na Austrália, no Botsuana e em Moçambique. Culminou o mestrado integrado com nota máxima na dissertação Projeto Educação Pró-Animal. Este foi feito com base num projeto de educação não formal, realizado em oito concelhos do Portugal (incluindo as ilhas), com o objetivo de sensibilizar a população, principalmente crianças, sobre a saúde e o bem-estar dos animais. 
Foi através do desenvolvimento dos seus conhecimentos e experiência em Medicina Veterinária convencional que nasceu o seu gosto pelas áreas da Nutrição, Comportamento Animal e Medicinas Integrativas, em especial a Fitoterapia e a Acupuntura. Neste sentido, em 2014 e 2015 completou a pós-graduação em Acupuntura Veterinária pela escola Acuvets, em Madrid, tendo recebido em 2015 o título de Médica Veterinária Acupuntora pela International Veterinary Acupuncture Society (IVAS). A partir daí tem frequentado vários cursos profissionalizantes na área das medicinas complementares, como Fitoterapia e Farmácia caseira, Cristaloterapia, Aromoterapia e Reiki. 
Entretanto, criou uma empresa de Medicina Veterinária Integrativa, a EssencialVet – Veterinária Integrativa, como forma de materializar o sonho de promover a sustentabilidade na medicina e a salvaguarda da saúde dos animais, dos humanos e do planeta. Neste momento, dedica-se a tempo inteiro às duas paixões da sua vida: o projeto de Medicina Veterinária Integrativa, e o seu filho de 2 anos.

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César Santos

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