"Higienização na Indústria Alimentar – Boas práticas, riscos e controlo para profissionais da qualidade e segurança alimentar" é um guia técnico e aplicado para quem atua no setor e pretende dominar, com rigor e clareza, os princípios essenciais da higienização industrial. A obra reúne fundamentos científicos, metodologias operacionais e exemplos práticos, explorando temas como microbiologia, controlo de biofilmes, Círculo de Sinner, seleção e utilização de detergentes e desinfetantes, planeamento e validação de higienização, análise de riscos, cultura organizacional e monitorização de resultados. Com uma linguagem acessível e estrutura orientada para a prática, o livro fornece ferramentas para elevar padrões, fortalecer programas preventivos, capacitar equipas e construir sistemas de higienização robustos, consistentes e sustentáveis.
Destina-se a profissionais, estudantes e auditores que procuram aprofundar conhecimentos e implementar rotinas verdadeiramente eficazes, garantindo alimentos mais seguros e reforçando a confiança do consumidor.
O objetivo é simples: capacitar para fazer bem à primeira – com ciência, consciência e consistência.
PREFÁCIO
MÓDULO 1. INTRODUÇÃO
1.1. Objetivos de aprendizagem
1.2. O que é a higienização?
1.3. Porque é essencial na indústria alimentar?
1.4. Higienização e sistemas de gestão da segurança alimentar
1.5. Elementos de um programa de higienização eficaz
MÓDULO 2. ENQUADRAMENTO LEGAL
2.1. Objetivos de aprendizagem
2.2. Evolução da legislação
MÓDULO 3. HIGIENIZAÇÃO: OBJETIVOS
3.1. Objetivos de aprendizagem
3.2. O que são resíduos ou sujidade?
3.3. Limpeza vs. desinfeção
3.4. A importância da higienização
3.5. Higienização e controlo de perigos
MÓDULO 4. LIMPEZA NA INDÚSTRIA ALIMENTAR
4.1. Objetivos de aprendizagem
4.2. Elementos a ter em consideração num processo de limpeza
4.2.1. O desafio dos biofilmes
4.3. Tipo de sujidade
4.3.1. Formas de sujidade
4.3.2. Origem da sujidade
4.3.3. Natureza e composição química da sujidade
4.3.4. Métodos de remoção da sujidade
4.4. Qualidade da água
4.4.1. O fator “dureza da água”
4.5. Suporte
4.5.1. Aço inoxidável
4.5.2. Madeira
4.6. Tipos de limpeza
4.6.1. Métodos físicos
4.6.2. Escolha e manutenção de utensílios
4.6.3. Limpeza físico-química
4.6.4. Limpeza ácida
4.6.5. Limpeza neutra
4.6.6. Limpeza alcalina
4.6.7. Limpeza enzimática
4.7. Seleção de agentes de limpeza
4.8. Características dos agentes de limpeza
4.9. Processo de limpeza
4.9.1. Principais etapas do processo de limpeza
MÓDULO 5. DESINFEÇÃO NA INDÚSTRIA ALIMENTAR
5.1. Objetivos de aprendizagem
5.2. Elementos a ter em consideração num processo de desinfeção
5.2.1. Limitações da limpeza isolada
5.2.2. Limitações da desinfeção isolada
5.3. Seleção do agente desinfetante
5.4. Características do agente desinfetante
5.4.1. Cloro
5.4.2. Dióxido de cloro
5.4.3. Iodo
5.4.4. Ácido peracético
5.4.5. Compostos de Amónio Quaternário (CAQ)
5.4.6. Compostos anfotéricos
5.4.7. Biguanidinas poliméricas
5.4.8. Glutaraldeído
5.4.9. Isotiazolinonas
5.4.10. Fenóis
5.4.11. Peróxido de hidrogénio
5.5. Resistência a desinfetantes
MÓDULO 6. PLANEAMENTO DAS ATIVIDADES DE HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES
6.1. Objetivos de aprendizagem
6.2. Procedimentos de higienização
6.3. Métodos de higienização
6.3.1. Limpeza manual
6.3.2. Imersão
6.3.3. Alta pressão
6.3.4. Bombas de água de baixa pressão
6.3.5. Pistolas de vapor
6.3.6. Espuma e gel
6.3.7. Limpeza de equipamentos e circuitos fechados
6.3.8. Pulverização
6.3.8.1. Nebulizantes e fumigantes
6.3.8.2. Aspersão
6.4. Regras básicas da higienização
6.5. Segurança no processo de higienização
6.5.1. Armazenamento
6.5.2. Manipulação
6.5.3. Equipamento de proteção
6.5.3.1. Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s)
6.5.4. Rótulos e simbologia de segurança
6.5.4.1. Símbolos de orientação
6.5.4.2. Informação de contactos em caso de emergência
6.5.5. Fichas técnicas (FT) e Fichas de Dados de Segurança (FDS)
6.6. Plano de limpeza e desinfeção
6.6.1. Implementação, validação, verificação e revisão do plano de higienização
6.6.2. Integração dos planos de higiene no Sistema de Gestão da Segurança Alimentar (SGSA)
6.6.3. Registos de higiene
6.6.3.1. Funções do registo de higiene
6.7. Adesão de microrganismos às superfícies e formação de biofilmes
6.7.1. Como surgem?
6.7.2. O que são?
6.7.3. Principais características e riscos
MÓDULO 7. VERIFICAÇÃO DA EFICÁCIA DA LIMPEZA E DESINFEÇÃO
7.1. Objetivos de aprendizagem
7.2. Importância da verificação da higienização
7.3. Monitorização das atividades de higienização
7.3.1. Inspeção visual
7.3.2. Análise microbiológica de superfícies
7.3.2.1. Método da bioluminescência (ATP)
7.3.2.2. Frequência e microrganismos a monitorizar
7.3.3. Controlo ambiental
7.3.4. Análise físico-químicas
7.3.4.1. Verificação da eficácia do enxaguamento
7.3.4.2. Teste para compostos à base de quaternários de amónio
MÓDULO 8. HIGIENE PESSOAL
8.1. Objetivos de aprendizagem
8.2. Imagem pessoal
8.2.1. Higiene pessoal dos profissionais
8.3. Higiene das mãos
8.3.1. Momentos em que se deve lavar as mãos
8.3.2. Etapas da lavagem correta das mãos
MÓDULO 9. HIGIENIZAÇÃO EM DIFERENTES SETORES
9.1. Objetivos de aprendizagem
9.2. Setor das carnes
9.2.1. Fontes de contaminação e fases críticas
9.2.2. Estratégias de higienização e desafios
9.3. Setor dos lacticínios
9.3.1. Superfícies e equipamentos
9.3.2. Microrganismos de interesse
9.3.3. Tipos de sujidade e estratégias de limpeza
9.3.4. Sistema CIP (Cleaning in Place)
9.4. Setor dos vinhos
9.4.1. Microrganismos na produção de vinho
9.4.1.1. Etapas iniciais – vindima e fermentação
9.4.1.2. Etapas posteriores – maturação e armazenamento
9.4.2. Higienização e desinfeção no setor dos vinhos
9.4.3. Desinfetantes mais utilizados
REFERÊNCIAS
ÍNDICE DE FIGURAS
ÍNDICE DE TABELAS
Tânia Lopes é Diretora da Qualidade e Segurança Alimentar e fundadora da Qualis Alimentar, plataforma dedicada à capacitação e divulgação técnica, promove uma abordagem prática, didática e orientada à realidade fabril, apoiando profissionais e estudantes no desenvolvimento das suas competências.
Com experiência transversal em unidades industriais, consultoria, auditoria interna e projetos de certificação (ISO 22000, IFS, HACCP), tem atuado na implementação e melhoria de sistemas de gestão, coordenação laboratorial, gestão de não conformidades, formação técnica e desenvolvimento de equipas.
Oradora convidada em instituições académicas e programas de formação, e colaboradora em publicações técnicas, Tânia Lopes destaca-se pela capacidade de transformar conhecimento científico em práticas claras, aplicáveis e alinhadas com a realidade fabril, defendendo que a higienização é o pilar silencioso que sustenta sistemas de segurança alimentar seguros, consistentes e verdadeiramente eficazes. Alia rigor científico, visão pedagógica e paixão pelo impacto social da segurança alimentar, acreditando que a higienização é o pilar essencial para sistemas eficientes, alimentos seguros e equipas capacitadas.