A transformação das muitas áreas informais em zonas urbanas estruturadas e sustentáveis constitui um dos principais desafios enfrentados pelo urbanismo contemporâneo. Diante da complexidade dessa tarefa, torna-se imperativo o desenvolvimento de propostas objetivas e exequíveis, fundamentadas em processos de formação e aprendizagem que adotem uma abordagem regenerativa. Tal abordagem deve respeitar as especificidades do contexto local, promover a participação ativa das comunidades envolvidas e viabilizar soluções sustentáveis que sejam sensíveis às realidades sociais, econômicas e ambientais das populações. A regeneração urbana, nesse sentido, não se limita à requalificação física dos espaços, mas envolve a construção de territórios resilientes, inclusivos e integrados às dinâmicas culturais e ecológicas locais.