Construímos conceitos e com eles pensamos. Com os termos daí decorrentes, comunicamos. Da precisão desses conceitos e dos termos que os designam depende o rigor do pensamento, a eficácia da comunicação e a adequação da ação. (...) Com as palavras nos relacionamos; amamos e odiamos, ajudamos e pedimos ajuda. As palavras contam. Com elas nos entendemos, mas também nos desentendemos e discriminamos. Com frequência as palavras, nomeadamente aquelas associadas a condições de diversidade, são pouco rigorosas e até socialmente depreciativas. O trabalho com as palavras é-o também contra o preconceito e o estigma. É o trabalho pela aceitação e valorização do outro nas suas diferenças, por uma atitude de cidadania.
Empatia Participação afetiva no funcionamento psicológico do outro que permite captar a sua experiência vivida. Constitui uma forma de conhecimento e relação com o outro baseada na compreensão, respeito e aceitação. Implica sentir o que o outro sente (componente afetiva) e compreender a experiência do outro (componente cognitiva). (...) A empatia constitui a atitude de base em qualquer relação de ajuda e, logo, central na formação de técnicos e responsáveis por esta relação seja na saúde, na educação, na formação, no apoio social ou na gestão de recursos humanos. (...)
Marcador somático Hipótese proposta por A. Damásio segundo a qual «emoções e sentimentos foram ligados, por via da aprendizagem, a certos tipos de resultados futuros ligados a determinados cenários». Perante uma determinada situação «o sinal emocional marca opções e consequências com uma carga positiva ou negativa» que aumentam a eficácia e a rapidez dos nossos processos de decisão. Este marcador atua assim como alerta (marcador negativo) ou incentivo (marcador positivo) e mostra o valor adaptativo das emoções na avaliação das situações, na tomada de decisão e na ação adotada.