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Uma Introdução à História do Design - 3ª Edição

ISBN: 9788521204565

Autor: Rafael Cardoso

Editora: BLUCHER.

Número de Páginas: 276

Idioma: Português (do Brasil)

Data Edição: 2008

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O livro tem tudo para desagradar a quem chega ao assunto com idéias formadas, e cabe dizer logo de cara que ele não pretende se esquivar da tarefa de incomodar, pois questionar, subverter e até contrariar as opiniões preconcebidas fazem parte do trabalho do historiador. Quero ressaltar, porém, que o presente livro não tem a menor intenção de ser contencioso. Embora exista certamente quem irá pensar o contrário, não se pretende aqui favorecer nenhum grupo de designers, defender nenhuma facção ou movimento, privilegiar nenhum tipo de prática acima de outras. O design já é um campo prolífico em rixas e sectarismos e este livro tem como propósito maior estimular os designers a tomar consciência do riquíssimo legado histórico que têm em comum. Acima de tudo, espero que as idéias contidas nestas páginas sirvam para agregar forças e não para dispersá-las.
O título do livro pode parecer um tanto genérico, e portanto normativo, mas tem como intenção enfatizar uma tomada de posição a favor da pluralidade de opiniões. Trata-se de uma introdução à história do design, dentre muitas possíveis. Não é nem de longe o único livro dessa natureza e o leitor curioso não terá dificuldades em encontrar indicações de várias outras opções na bibliografia ao final deste volume. Não se trata sequer da única introdução ao assunto disponível no Brasil. Existem pelo menos dois outros livros de nível introdutório em língua portuguesa: Desenho Industrial de John Heskett e Pioneiros do Desenho Moderno de Nikolaus Pevsner, mas, no caso do leitor se ver obrigado por questões de tempo ou dinheiro a optar por apenas um dos três, terei a ousadia de sugerir que escolha este aqui. O livro de Heskett, embora lançado recentemente entre nós, foi publicado originalmente em 1980 e, pelas muitas pesquisas importantes realizadas no campo nos últimos vinte anos, tenho certeza que seu autor seria o primeiro a admitir que não se trata de uma introdução das mais atuais. O segundo citado, embora talvez ainda seja a referência mais utilizada nas faculdades de design brasileiras, foi escrito em 1936 e atualizado pela última vez em 1960 e – sem querer desfazer das grandes qualidades do seu autor – apresentá-lo a alunos como uma introdução ao assunto equivale um pouco a oferecer Os Sertões como primeiro livro de estudo em um curso de antropologia. Por mais que seja um ‘clássico’, o livro de Pevsner apresenta uma visão da história do design inteiramente ultrapassada. Pensando bem, não é justo dizer que o presente livro não privilegia nenhum grupo de designers, pois, na verdade, ele lança um olhar escancaradamente brasileiro sobre o tema. Pretende-se que esta seja uma introdução à história do design a partir de uma perspectiva brasileira, o que também a separa das referências citadas acima. Se neste livro Joaquim Tenreiro e Aloísio Magalhães recebem mais destaque do que Marcel Breuer e Milton Glaser, não serão oferecidas desculpas por essas tendências assumidamente etnocêntricas. Não é que eu considere o nacionalismo como um valor próprio, por si só louvável, ou que, como alguns, eu tenha o hábito de me ufanar do meu país. Apenas proponho como justificativa desse procedimento a velha opinião de que a falta de conhecimento da própria cultura figura alto na lista antológica de ‘problemas do Brasil’. Por que não escrever, então, uma história do design brasileiro? Em primeiro lugar, a falta de pesquisas sobre o assunto dificulta em muito o trabalho de reconstituir de maneira isenta uma visão da evolução do campo no Brasil, até porque o corpo de saber como está constituído entre nós (a partir da narrativa pevsneriana) relega o país a uma posição marginal e tardia por definição. Em segundo lugar, a própria natureza do design, como fenômeno internacional e interdisciplinar, milita contra as versões exclusivamente nacionais da sua história. Não é à toa que, até hoje, praticamente todos os livros de introdução ao assunto têm adotado uma perspectiva múltipla.
1 Introdução
História e design
A natureza do design

2 Industrialização e organização industrial, séculos 18 e 19
Revoluções industriais e industrialização
Primórdios da organização industrial
Expansão da organização industrial

3 Design e comunicação no novo cenário urbano, século 19
Formação da comunicação visual moderna
A imagem e a fotografia
O design na intimidade
O design na multidão

4 Design, indústria e o consumidor moderno,1850-1930
Design e reformismo social
Consumo e espetáculo
O império dos estilos
O advento da produção em massa

5 Design e teoria na primeira era modernista,1900-1945
Design e nacionalismo
O vanguardismo europeu e a Bauhaus
A prática do design entre as guerras
Design, propaganda e guerra

6 O design em um mundo multinacional, 1945-1989
Indústria e sociedade no pós-guerra
O designer e o mundo das empresas
A tradição modernista e o ensino do design
O design na era do marketing
Design na periferia

7 Os desafios do design no mundo pós-moderno
Pós-modernidade e a perda das certezas
O design na era da informação
Design e meio ambiente
O designer no mercado global
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Rafael Cardoso

Rafael Cardoso é PhD em história da arte pela Universidade de Londres (Courtauld Institute of Art) e professor do Departamento de Artes & Design da Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro.
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